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O reconhecimento do Reiki como terapia válida

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Escrito por APRE

 

Sérgio Silveira

Presidente da APRE Associação Portuguesa de Reiki Essencial e fundador da Anastácia Centro de Terapias Alternativas 

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A alguns dias atrás estava a comentar em grupo com uma pessoa amiga terapeuta de Reiki, que devíamos trabalhar todos em conjunto para ver reconhecido o Reiki como uma terapia válida em Portugal. Falava que o Reiki para ser reconhecido precisava de códigos éticos, regulamentos, espaços adequados a aplicação de Reiki, como o ensino profissionalizado, e foi quando fomos abordados por uma pessoa do grupo que disse, que não era necessário nada disso pois o Reiki seria reconhecido, com a ajuda do Universo. Perguntei então como seria possível isso? A resposta para meu espanto foi a seguinte. Diz a pessoa muito convicta daquilo que dizia:

 

“O Reiki é amor em ação, por isso regras, condutas e formações que levam dinheiro, estão tudo em desarmonia com essa energia. Eu acredito que não é preciso nada disso, pois no futuro o Reiki será reconhecido como uma terapia válida pelo mundo.”

Acrescentou ainda “Faço voluntariado a muitos anos, e quem leva dinheiro pelas formações e sessões são coisas de homem”.

 

Perguntei os que queria dizer “coisas de homem” e foi dito que seria tudo ligado ao material (dinheiro, casas, bens, regras, certificados, terrenos, bancos, organizações e associações). Diz essa pessoa que o Reiki não se deve cobrar dinheiro e tudo deveria ser simplesmente uma troca. Como Mestre de Reiki desde 2003, e vindo eu a trabalhar no Reiki como profissão a tempo inteiro, da qual a minha família depende para a sua sobrevivência, foi algo que me deixou um pouco desiludido com a atitude de algumas pessoas, que ainda tem sobre o Reiki. Como é minha forma de estar e ser, quando sou confrontado com estas opiniões pessoais, eu decidi escrever e partilhar o que lhe disse naquele momento. Depois de falar essa pessoa, eu contrapus com os seguintes argumentos:

 

a). Sendo o Reiki uma terapia conhecida por muitos, mas não reconhecida pelos organismos mundiais (OMS aconselha todas as terapias não convencionais, mas não impõe) e nacionais, então para o seu reconhecido definitivo seria nossa responsabilidade de mostrar que esta terapia é válida como uma terapêutica complementar.

b). Esse reconhecimento terá de ser através das vantagens que o Reiki trás à saúde, e o projeto nacional levado a cabo pela enf. Zilda Alarcão, foi um dos primeiros passos em Portugal, para que mais cedo ou mais tarde os organismos de saúde nacional, reconheçam as imensas vantagens que o Reiki trás à saúde da população em geral.

c). Acrescentei ainda que para que esta bela terapia seja adaptada ao sistema de saúde, teremos de organizar, estrutura e criar métodos válidos que sejam aceites. Alias como tudo na sociedade atual ou dos nossos antepassados, todas as terapias terão de passar pelo reconhecimento e validação, e isso somente aconteceu devido ao trabalho cientifico, metódico e profissional de muitas pessoas. Falamos por exemplo dos anos de luta que tiveram a acupunctura, homeopatia, osteopatia, naturopatia, fitoterapia e quiropraxia para serem aprovadas em decreto de lei 45/2003.

d). Mais ainda para que isso seja uma realidade em breve, todas as formações terão de começar a ter um reconhecimento e profissionalização. Ou seja, para que uma terapia comece a ser vista como válida, as formações terão de ser acreditadas por algum organismo nacional. E isso já estava a acontecer agora, como o reconhecimento do Reiki Essencial através da DSQA (Direção de Serviços de Qualidade e Acreditação, apoiada pela DGERT). Falei que eu sendo o presidente da APRE Associação Portuguesa de Reiki Essencial, tinha tido o privilegio de encabeçar um projeto desde 2014, que agora vê reconhecido nacionalmente o Reiki Essencial como formações profissionais, algo que tem vindo a mudar o panorama do ensino do Reiki em Portugal. 

e). E para terminar disse que todo este trabalho de preparação, formação, trabalho de organizações e associações ligadas ao Reiki, teria da parte dos seus praticantes de ser recompensado monetariamente pelo trabalho que tem vindo a fazer. E por isso, achava normal que um Terapeuta ou Mestre de Reiki, pudesse cobrar pelos seus serviços. Acrescentei ainda, para quem investe o seu tempo e dinheiro na melhoria das condições de trabalho, possa futuramente ser recompensado disso. Pois nem sempre de amor e carinho se pagam as contas ao final do mês.

 

Obviamente tudo isto foi numa troca amigável de ideias entre pessoas com visões do mundo muito diferentes. O que não compreendo e não aceito, é que uma minoria de pessoas, continuem a falar do Reiki como uma somente energia de Amor. E esquecem, que o Reiki tem uma postura filosófica nas suas práticas, mas acarreta também técnicas terapêuticas ligadas à saúde na sua aplicação. E para isso é necessário conhecimento, desenvolvimento e acompanhamento. Sendo que cada um decide fazer o Reiki à sua maneira, e mesmo assim acham que haverá algum organismo nacional que possa reconhecer esta terapia somente porque os seus praticantes, falam de energia do AMOR e não cobram dinheiro e fazem como voluntariado?

Teria muito mais para falar de Amor, mas terminei a minha conversa pedindo a pessoa que veja esta terapia de uma outra forma, e que venha a perceber que assim, eu e muitas pessoas não acreditam que o Reiki tenha um futuro “certo” a pensar dessa forma. Terminado a conversa decidi colocar aqui em palavras aquilo que assisti, como alguns praticantes ainda veem o Reiki como uma parte colorida e cheias de palavras bonitas, e ainda não viram (ou não querem) analisar como uma terapia de apoio e complementar à saúde que pode ajudar muitas pessoas. Quando mais andarmos a distorcer e a dar ideias e conceitos errados, então mais tarde chegaremos ao desejado reconhecimento pela sociedade, e pelos organismos que os gerem.

 
 
 
 

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